A integração da mulher fisicamente ativa no esporte e a constante busca por melhores resultados, quando não são fruto de um trabalho consciente e elaborado em conjunto a uma equipe multidisciplinar para assessorar e acompanhar as atividades nutricionais, os treinos, os aspectos psicológicos e fisiológicos, podem incorrer em problemas de saúde capazes de diminuir o rendimento da atleta, e ainda acarretar em doenças graves.

Aliado a expectativa pelo excelente rendimento no esporte à questão da estética, as mulheres muitas vezes se rendem a regimes alimentares inadequados, com a intenção de reduzir a gordura corporal, convictas de que mais leves podem render mais e ficar esteticamente mais bonitas. Podem, ainda, agravar esse quadro, executando de forma inadequada o cronograma esportivo, incorrendo na possibilidade de overtraning. São comportamentos característicos, cujas consequências podem ser verificadas na denominada tríade da mulher atleta.

Tríade da Mulher Atleta acomete os seguintes sintomas: os distúrbios alimentares, amenorreia e até osteoporose.

O sintoma inicial é a alteração da regularidade menstrual. A falta de energia altera a produção hormonal, levando a ausência ou alteração do fluxo menstrual. Outros sintomas como insônia, mudança de humor, fadiga excessiva, desânimo e queda anormal do rendimento, podem indicar sobrecarga excessiva de treinos com tempo de recuperação e alimentação insuficientes.

Há um aumento do risco de fratura por estresse, que ocorre quando o osso se quebra sem que haja um mecanismo de trauma justificável. Outras doenças que ocorrem em consequência da alteração do sistema hormonal é a perda mineral óssea, que pode contribuir para o surgimento precoce de ostepenia e osteoporose (fraqueza e fragilidade óssea por deficiência do sistema do metabolismo ósseo).

O diagnóstico deverá ser feito por um médico especialista. Após o diagnóstico, a paciente deverá passar por orientação nutricional especializada, adequando assim a disponibilidade energética para determinada carga de treinamento. Assim o equilíbrio poderá ser restabelecido e o sistema hormonal voltará a funcionar normalmente.

O melhor tratamento consiste em adequar a carga de treinamento com a ingestão calórica alimentar adequada. Lembrando que tudo isso deve ser feito de forma multidisciplinar, com médicos, nutricionistas, fisioterapeuta, preparador físico, psicólogo e psiquiatra.

Elaborado por Nutricionista Bruna Champe CRN-12657

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